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Divergências políticas devem atrasar quarta parcela do auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro já decidiu prorrogar por mais três meses o auxílio emergencial, que na primeira fase foi de R$ 600 por mês.

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08 Jul 2020, 12:30 PM (GMT)

A falta de um entendimento entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional deve atrasar o pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial.

Assessores presidenciais admitiram ao blog que o dinheiro não deve ser depositado aos beneficiários na primeira quinzena de julho, mas que a expectativa é de que isso ocorra até o final do próximo mês.

Alguns técnicos são mais realistas. Diante de um quadro em que alguns beneficiários sequer receberam as primeiras parcelas do auxílio emergencial, há um risco de a quarta parcela ser liberada para a maior parte dos cadastrados só em agosto. Afinal, julho começa nesta semana, e a prorrogação ainda não foi aprovada.

O presidente Jair Bolsonaro já decidiu prorrogar por mais três meses o auxílio emergencial, que na primeira fase foi de R$ 600 por mês.

Porém, ainda está em discussão se o valor do benefício será mantido. O governo defende um valor decrescente nesta segunda etapa, de R$ 500 em julho, R$ 400 em agosto e R$ 300 em setembro.

No Congresso Nacional, a preferência é pela manutenção do valor atual, de R$ 600, por pelo menos mais dois meses.

Uma ala do Legislativo defende a manutenção do valor até o final do ano. Porém, a equipe econômica discorda sob o argumento de que isso elevaria ainda mais a dívida pública, emitindo sinais negativos aos agentes econômicos sobre as medidas de reequilíbrio das contas públicas.

Neste fim de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, conversou com representantes do Congresso sobre a prorrogação por mais três meses em valores decrescentes. A negociação também envolveu a discussão, a partir de outubro, da criação do Renda Brasil, o novo programa social do governo Bolsonaro que substituirá o Bolsa Família.

Na equipe econômica, técnicos analisam se seria possível, inclusive, prorrogar o auxílio em valores menores do que atual por meio de decreto. No Congresso, a avaliação é que, neste caso, um novo projeto de lei teria de ser aprovado ou a proposta poderia ser adotada por medida provisória. (G1)

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