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Bolsonaro testa positivo para Covid

Bolsonaro teve febre, fez exames de imagem no pulmão e mediu saturação de oxigênio

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14 Aug 2020, 7:14 AM (GMT)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou positivo para Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O resultado do exame foi anunciado nesta terça-feira (7). A CNN noticiou ontem que o presidente sentiu sintomas da doença e resolveu fazer o teste em um hospital da capital federal.

“Acabou de dar positivo”, disse Bolsonaro no Palácio da Alvorada. “Vou seguir o protocolo de isolamento.”

O presidente relatou ter sentido os primeiros sintomas da Covid-19 ainda no domingo (5). Ao longo da segunda-feira, ele sentiu mal-estar, cansaço, dor muscular e febre. Foi a um hospital em Brasília, onde mediu saturação e fez o teste para detectar o coronavírus. O diagnóstico acabou sendo confirmado.

O presidente disse ter ficado sabendo do resultado no final da manhã de hoje. Ele afirmou ainda que já imaginava ter sido contaminado pelo coronavírus ainda no início da pandemia, em virtude de seu contato frequente com a população.

“Como presidente, estou na frente de combate”, disse. “A vida continua, e é necessário tomar cuidado com os mais idosos, mas não precisa entrar em pânico.”

Pouco depois do anúncio, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, desejou melhoras ao presidente.“Espero que o presidente esteja bem e rapidamente retome suas atividades”, disse.

Bolsonaro é o segundo líder latino-americano infectado com o novo coronavírus. O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, já teve a doença. Entre os líderes das grandes potências, o premiê britânico, Boris Johnson, já teve a Covid-19 e se recuperou, depois de ter sido internado por alguns dias em uma UTI.

Defesa contra críticas

O presidente também voltou a defender suas posições sobre a pandemia, como a flexibilização do isolamento e o uso da hidroxicloroquina, e disse que críticas ao país devem ser repassadas a governadores e prefeitos.

“A política para o coronavírus é privativa dos governadores e dos prefeitos. Se ela vai bem ou mal ela cabe a eles. Ao governo Bolsonaro coube repassar recursos”, disse. “E nós dispendemos R$ 1 trilhão. Nenhum país do mundo conseguiu evitar óbitos. O mundo foi unânime em dizer que a intenção do isolamento era que a contaminação acontecesse em um tempo mais largo.”

Melhora nos sintomas

Bolsonaro disse nesta manhã estar se sentindo melhor dos sintomas depois de ter sido tratado com hidroxicloroquina e azitromicina. Ele ficará isolado e trabalhando por videoconferência. “Serei vigiado pela primeira-dama.” Michelle Bolsonaro também fará o teste para a doença.

O presidente, que conversou com a imprensa para anunciar o resultado, se afastou dos repórteres no final da entrevista e tirou a máscara. “Para vocês virem minha cara, aí. Eu tô bem.”

Em março, o presidente fez três exames para a Covid-19 depois de voltar de uma viagem dos Estados Unidos, onde grande parte de sua comitiva se contaminou com a doença depois de uma reunião de cúpula na Flórida com o presidente Donald Trump.

Nota oficial

Pouco depois do anúncio, o Planalto confirmou em nota o diagnóstico do presidente. Leia a íntegra do comunicado:

O resultado do teste de covid-19 feito pelo presidente Jair Bolsonaro na noite dessa segunda-feira, 6, e disponibilizado na manhã de hoje, 7, apresentou diagnóstico positivo. O presidente mantém bom estado de saúde e está, nesse momento, no Palácio da Alvorada.

Secretaria Especial de Comunicação Social

Ministério das Comunicações

65 anos

Bolsonaro completou 65 anos em março — pela classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), ele está no grupo de risco. Ontem, o presidente disse que estava tomando hidroxicloroquina, medicamento cuja eficácia contra o novo coronavírus não foi comprovada.

A Secretaria-Geral da Presidência afirmou na tarde desta terça-feira (7) que o presidente Jair Bolsonaro seguirá despachando mesmo após testar positivo para o novo coronavírus. De acordo com a pasta, a reunião do presidente com o ministro Jorge Oliveira será feita por videoconferência.

Oliveira dirige, junto com a Secretaria-Geral, uma divisão do governo chamada de Subchefia de Assuntos Estratégicos. Entre as funções do cargo está se reunir com o presidente para que ele possa ler, revisar e assinar documentos como nomeações, medidas provisórias e portarias antes da publicação no Diário Oficial da União.

Segundo o governo, Oliveira mandará os documentos para Bolsonaro por e-mail e abrirá uma videoconferência com o presidente. Por vídeo, Bolsonaro e o ministro discutirão os documentos e, ao final, o presidente vai assiná-los digitalmente.

“Dessa forma, mantém-se a rotina normal de trabalho da Secretaria-Geral da Presidência da República”, afirma a assessoria de imprensa de Oliveira.

Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve cumprir o isolamento social por 14 dias, a contar de domingo (5), quando apresentou os primeiros sintomas do novo coronavírus.

No entanto, segundo ele, como alguns pacientes apresentam sinais mais prolongados, o ideal é que Bolsonaro saia do isolamento após essas duas semanas, considerando que durante as últimas 72 horas não tenha tido nenhum sintoma.

Croda explicou que o tempo médio de incubação do vírus é de cinco dias e, por isso, é provável que o presidente tenha tido contato com alguém infectado na quarta-feira (1º).

“A pessoa adquire o vírus geralmente cinco dias antes de apresentar sintomas. E o paciente começa a transmitir a doença dois dias antes dos sinais aparecerem”, disse.

O infectologista falou também que as pessoas que estiveram em contato com o presidente na última semana e permaneceram com ele em uma distância de um metro podem ter contraído a doença. “Essas pessoas precisam ser monitoradas, fazer isolamento por sete dias e, se apresentarem sintomas, realizar o teste”, concluiu.

O médico cardiologista Dante Senra comentou sobre a postura do presidente após a confirmação do diagnóstico. Segundo ele, o comportamento de Bolsonaro, que tirou a máscara durante a entrevista, foi incoerente com a comunidade científica. No entanto, o especialista acredita que a utilização da hidroxicloroquina, com orientação médica, pode auxiliar na redução da carga viral do vírus.

“Bolsonaro manteve a coerência com o seu discurso inicial, mas teve incoerência com a comunidade científica ao retirar a máscara. Acho uma atitude bastante arriscada, e tirar a máscara sabendo que está contaminado é um exemplo ruim e não é uma coisa que agrade a comunidade científica obviamente”, criticou Senra.

O médico acredita que não há tempo hábil para que se tenha mais estudos que comprovem a eficácia da hidroxicloroquina, medicação utilizada pelo presidente Bolsonaro

“Quem faz crítica à esse medicamento, usa o argumento de que ele não tem estudo provando a eficácia. Mas isso não é possível ser feito em um momento de pandemia, pois está morrendo um brasileiro por minuto. Então não temos tempo hábil de fazer estudo e não me parece ético fazer isso neste momento. O argumento parece ser bastante lógico para utilização, mas com orientação médica.  Quem decide o que você vai tomar é o seu médico de confiança e não o seu político. A prescrição não é política, nunca foi.”, analisa.

Quanto ao histórico de saúde do mandatário, Sanre lembrou ainda que o fato do presidente ter passado por uma cirurgia grande após a facada, em 2018, pode ter reduzido a imunidade de Bolsonaro, facilitando o contágio. 

“Mesmo tendo alguns meses, ele passou por uma cirurgia grande e isso reduz a imunidade das pessoas. O histórico de comorbidade também pode vir influenciar o quadro das pessoas. Espero que o legado desta pandemia seja a avaliação das pessoas sobre o estilo de vida, pois é necessário chegar bem em situações como esta”, disse.

“É preciso estar com a saúde em dia, praticar atividades físicas, embora ter histórico de atleta não proteja ninguém, pois ele acaba sendo uma lembrança se a pessoa deixa de se exercitar”, explicou. (CNN Brasil)

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