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“As pessoas me chamam de estranha e esquisita”, mulheres contam como é ser autista

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Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação ou comportamento social, e por se tratar de um “espectro”, existem muitos subtipos de autismo que se caracterizam por vários tipos de comportamentos. Há pessoas que apresentam deficiência intelectual, epilepsia e aquelas que conseguem ser totalmente independentes. Por ser uma questão ampla e, muitas vezes, imperceptível, há um grande número de pessoas que não têm diagnóstico ou não se dão conta que fazem parte do TEA.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que aproximadamente 1% da população mundial apresenta o espectro, porém, a maioria sem confirmação. No Brasil, é possível que mais de 2 milhões de pessoas sejam autistas.

Muitos ainda associam o TEA como espectro exclusivamente infantil e não é à toa, estima-se que 1 em cada 88 crianças tenha o diagnóstico, com prevalência maior em meninos, mas ele também atinge adultos e, por conta disso, muitos convivem com o autismo sem saber. Geralmente as suspeitas vêm acompanhadas da convivência e só então os profissionais especializados são procurados para confirmação do diagnóstico.

Mesmo sendo difícil identificar se há ou não o espectro, ainda assim, adultos do sexo masculino têm mais propensão ao diagnóstico do que mulheres, por exemplo. Isso acontece porque todos os estudos sobre este tema, bem como os testes foram elaborados para indivíduos do sexo masculino e outros transtornos como borderline, bipolaridade, ansiedade e depressão acabam sendo direcionado às mulheres.

Hans Asperger foi o responsável por nomear a Síndrome de Asperger, hoje chamada de Autismo leve, suas pesquisas sempre foram baseadas no sexo masculino. Acredita-se que é por este motivo a dificuldade de muitos profissionais em fazer esse diagnóstico.

O DIAGNÓSTICO E O MACHISMO

Desde cedo, por conta do machismo, as meninas são criadas de uma forma que procura inibir seu comportamento: “feche as pernas”, “não grite”, “isso não é coisa de menina”, “aja como uma mocinha”, faz com que mulheres mudem seus comportamentos de acordo com a sociedade e isso gera ainda mais dificuldade em se obter o diagnóstico.

Segundo a psicóloga especialista em saúde mental e autismo, estudiosa na área de gênero e deficiência, Adrianna Reis de Sá, “em 2016, a ONU elaborou uma campanha sobre autismo em mulheres que trouxe luz a um segmento bem invisibilizado. Depois apareceram a Susan Boyle cantora, filme protagonizado pela queridinha Dakota Fanning, tivemos no Brasil duas novelas e programa de adolescentes Viva a Diferença, onde moças autistas eram personagem de relevância. Mais recentemente a ativista ambiental Greta Thumberg. Todas essas protagonizaram as diversidades presentes na mulher autista. Muitas se identificaram e a procura tem aumentado”, referindo-se ao número de atendimentos e diagnósticos.

De acordo com a especialista, não existe diferença nas características entre mulheres e homens autistas a não ser a de gênero, que há muita discriminação em relação às mulheres neste quesito, justamente por conta do gênero e adequação social que elas passam durante toda a vida.

Muitas mulheres chegam a acreditar ter depressão ou borderline, como é o caso de Joyce, uma mulher negra, lésbica, residente da periferia de São Paulo, ela conta que recebeu seu diagnóstico, mas ficou surpresa com ele, afinal, as suspeitas eram outras. “Tive meu diagnóstico com 21 anos, estava em estado depressivo, minha mãe e eu fomos até a UBS do meu bairro para buscar ajuda”, conta. Desde os 7 anos, Joyce fazia suas consultas de rotina e por ter todo seu histórico documentado, o processo de diagnóstico se deu após a visita do médico em sua casa.

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